Chillout & Ambient
Habituámo-nos a escolher a música conforme as horas do dia, os estados de alma e as variações de humor. A música influencia-nos sempre e, por isso, sabemos sempre como potenciar a boa disposição ou afundar na neura. Na verdade apetece-nos tantas vezes descontrair, ficar mais leves e felizes como “curtir” os downs com músicas mais tristes ou nostálgicas. Sendo uma linguagem universal, a música acompanha-nos e interpela-nos onde quer que estejamos. Mexe connosco. Tem o poder de nos elevar o pensamento, mas também de provocar sentimentos.
Chill Out
O Chill Out pode não ser um melhor exemplo de curtir sua casa durante a noite, afinal, sua proposta é justamente aproveitar o chegar em casa. Exemplo ultrafigurativo dos excessos da cultura do velho termo clubber, o Chill Out é o momento em que se reúnem todas as energias que possam restar em seu corpo para mantê-lo em pé por mais algumas horas. Muito além disso, é para aqueles cujo fôlego vai além das horas de diversão que a noite oferece.
Aqui também vamos ter de deixar de lado os prelúdios sobre a noite em si, já que, ao dado momento em que se inicia o Chill Out, a Lua já se despediu há muito tempo. O Chill Out é a exploração extrema da arte de freqüentar clubes e produzir sua diversão, um verdadeiro teste de resistência feito pelo puro prazer e livre intuito de manter o ânimo até os derradeiros instantes.
Após dois parágrafos falando sobre características a ele ligadas, acho que já tardo em mencionar: o que vem a ser o Chill Out? Um Chill Out é uma reunião de amigos após o final da empreitada noturna, para dar seqüência ao clima de animação que permanece após a diversão noturna da cidade dar seus sinais de recolhimento. Vivem acontecendo entre grupos de freqüentadores inveterados de clubes, que se recusam a abandonar a farra até que seus corpos o façam por eles.
A idéia deste bota fora de energias surgiu entre as pessoas que trazem a programação noturna para o público freqüentador. DJs, Produtores e demais celebridades noturnas reuniam-se após as cinzas de uma festa ou afterhour, nos apartamentos de algum deles, para ali prosseguirem com o êxtase da noite, ouvir música, dançar e fazer um verdadeiro intercâmbio musical e de outras informações de interesse do meio. O Chill Out tornou-se de tal forma um hábito entre esses personagens da noite, que a idéia espalhou-se, incorporando-se à prática comum de freqüentadores de clubes sedentos por música e excitação.
Os principais estilos musicais que predominam num ambiente Chill Out são o Lounge, a Leftfield Music, Deep House, Acid Jazz, DUBs, Downtempo, Trip-Hop, Easy Listening, algo que Orbital, Tricky ou Massive Attack podem representar categoricamente. Além, inclusive, de séries de coletâneas excelentes como Chill Out Café ou Café Del Mar. O objetivo de reunir-se para prolongar os momentos de animação propunha-se, na verdade, a relaxar os presentes, promovendo entre si uma aproximação e uma troca positiva. No entanto, o Chill Out sofreu variações, como acontece com qualquer hábito que se difunde e estabelece-se num devido meio. O propósito de relaxar passou a ser também interpretado de forma um pouco antagônica, de esquentar ainda mais os ânimos e carregar a festa manhã adentro, por período indeterminado, até ser vencido pelo cansaço.Aos poucos, a popularidade do termo levou o Chill Out além de pequenas reuniões privadas em apartamentos de amigos, conduzindo-o também ao terreno das pistas de clubes. Em metrópoles de atividade noturna mais intensa como São Paulo, surgem festas como a Éden e a Resistence, que trazem para o público um Chill Out comunitário, não mais restrito a grupos fechados do pessoal hype da noite. O termo Chill Out passa a ser também associado ao termo “warm up”, já um pouco mais fiel ao pressuposto de levantar ânimos por período recorde. A norma se reverte: fica proibido dormir!
Se você de certa forma se identificou com o espírito de relutante noturno e odeia quando as pistas esvaziam e o frenesi alheio fica mais controlado e menos freqüente, talvez você seja um potencial adepto do Chill Out. Experiências são sempre válidas: convide seus amigos, feche suas cortinas e espalhe velas e almofadas pela casa. Faça sua seleção de músicas orgânicas e ambientes, providencie os aditivos que você julgar necessários e monte seu próprio espaço Chill Out. A experiência positiva de interagir com pessoas, conhecer e trocas idéias, aproximar-se de seus companheiros - dispostos entusiastas - é certamente agradável e valiosa. Pode tornar-se bastante interessante trazer um pouco para casa daquilo que as pistas promovem como ninguém: a harmonia, o encontro, o calor e a integração dos corpos e mentes. Estes últimos que, juntos, se movem em sintonia com as batidas, sejam cardíacas ou eletrônicas, que tornam viva e vibrante a cena noturna da cidade.
Ambient
O termo foi primeiramente usado por Brian Eno na década de 1970 para se referir à música que envolveria o ouvinte sem ter que chamar atenção para si. Porém foi Erik Satie, compositor francês do século XIX,o primeiro a realizar expêriencias do tipo. Antes do termo ser criado ele compôs peças que eram tocadas no intervalo dos concertos, enquanto as pessoas conversavam. Daí que este músico seja considerado o pai da música ambiente.
Algumas vezes associada à música de elevador, a música ambiente é mais comum na contextualização dos efeitos sonoros de rádios e filmes.
Frequentemente ouvintes esquecerão que estão ouvindo à música ambiente, o que é uma das maiores atrações do gênero.
Artistas:
Brian Eno
Pete Namlook
Biosphere
Kettel
Atom Heart
Klaus Shutze
Ambient é mais conhecido por esses artistas muitas vezes confundido com o new age que é um estilo parecido de musica.
Para conhecer Ambient recomendo que você ouça a Rádio de Ambient da DI.FM





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